Uber fecha acordo com Kia para multiplicar motoristas na maior cidade da África

(SÃO PAULO) – A Uber Technologies Inc. está negociando preços menores para novos veículos com a Kia Motors Corp. para multiplicar por cinco seu número de motoristas na cidade nigeriana de Lagos, a maior da África, para 3.000 até o final do ano que vem. A empresa americana de reserva de carros assinou contratos com…

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(SÃO PAULO) – A Uber Technologies Inc. está negociando preços menores para novos veículos com a Kia Motors Corp. para multiplicar por cinco seu número de motoristas na cidade nigeriana de Lagos, a maior da África, para 3.000 até o final do ano que vem.

A empresa americana de reserva de carros assinou contratos com a fabricante de veículos sul-coreana e com o Access Bank Plc, com sede em Lagos, para reduzir o pagamento de entrada exigido para novos veículos, de quase 200.000 para 95.000 nairas (US$ 477), ficando o restante a pagar em quatro anos, disse Alon Lits, gerente-geral da Uber para a África subsaariana, em entrevista, em Lagos, no dia 28 de agosto.

“Desde que começamos em Lagos, há apenas um ano, foram criadas mais de 600 oportunidades de emprego usando o aplicativo”, disse Lits. “Isso realmente é só o começo. Nós sentimos que esse número pode ficar muito acima de 3.000 até o final de 2016”.

A Uber, que conecta motoristas com passageiros por meio de seu aplicativo de smartphone em mais de 300 cidades, está buscando parcerias que reduzirão os custos para novos motoristas em meio à expansão da empresa de São Francisco na África, disse Lits. Fundada em 2009, a Uber não possui veículos nem emprega motoristas, e as empresas de táxi existentes em cidades como Paris, Moscou e Johanesburgo vêm protestando contra o que consideram uma concorrência desleal.

Mapas ruins

Entre os desafios enfrentados pela Uber em Lagos, primeira cidade africana subsaariana fora da África do Sul a contar com o serviço, estão os congestionamentos e a má qualidade dos mapas, segundo Lits. Outra questão é que uma proporção relativamente pequena de nigerianos sabe operar um smartphone bem o suficiente para gerenciar os deslocamentos, disse Ebi Atawodi, gerente-geral da Uber Lagos, na mesma entrevista.

“O módulo smartphone é, normalmente, o que é demais para as pessoas”, disse Atawodi. Embora as assinaturas de celulares ativas nigerianas tenham aumentado cerca de 14 por cento, para 148,5 milhões, nos 12 meses até julho, segundo a Comissão Nigeriana de Comunicação, menos de 10 por cento são para smartphones, ou aparelhos com internet. A Nigéria é o país mais populoso da África, com mais de 170 milhões de habitantes, dos quais cerca de 21 milhões moram em Lagos.

Para solucionar o problema do mapeamento, a Uber está trabalhando com outras empresas de tecnologia em modos de dar indicações aos motoristas que não têm acesso às orientações convencionais, disse Lits. Na capital do Quênia, Nairóbi, a Uber está fazendo testes com uma empresa local que está desenvolvendo formas de enviar fotos dos locais em vez de apenas os endereços.

“Diferentemente dos mercados mais desenvolvidos, muitas vezes não há um endereço ao qual o motorista poderá chegar recebendo orientações detalhadas do caminho”, disse Lits.

‘Oportunidade enorme’

O crescimento da Uber em Lagos poderá igualar a velocidade de aceitação do aplicativo na África do Sul, segundo Lits. Os motoristas da empresa na economia mais industrializada da África transportaram passageiros em mais de 2 milhões de corridas neste ano, contra cerca de 1 milhão em 2014, disse a empresa em julho.

Além de Johanesburgo, a empresa opera também em Durban e na Cidade do Cabo. Lits prevê que o número de motoristas sul-africanos aumentará para cerca de 15.000 por volta do início de 2017, contra 2.000 atualmente.

“Lagos tem três vezes o tamanho da região metropolitana de Johanesburgo”, disse ele, em referência a sua população. “Há uma oportunidade enorme aqui”.

Por Yinka Ibukun

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