Sistema ambiental brasileiro veio ‘desmontado’ desde a concepção do Ministério do Meio Ambiente, diz deputado

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O governo do presidente Jair Bolsonaro tem trabalhado para desmentir dados sobre o desmatamento da Amazônia. Em julho deste ano, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – Inpe,  divulgou dados que demonstravam que o desmatamento na parte brasileira da floresta amazônica, cresceu mais de 88% em junho, em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Conforme os dados, o desmatamento na Amazônia teria totalizado 920 quilômetros quadrados.

O governo questiona a precisão das imagens coletadas pelos satélites. Por causa das nuvens, elas seriam apenas estimativas.  Para o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, “o Brasil continua sendo exemplo de conservação, e nenhuma medida concreta foi tomada pelo governo contra a preservação”, disse à BBC Brasil, em junho. Segundo Salles, os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais são “genéricos”.

Já o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno afirmou que “esses índices de desmatamento são manipulados. Se você somar os porcentuais que já anunciaram até hoje de desmatamento na Amazônia, a Amazônia já seria um deserto”. 

Em entrevista ao Boletim da Noite, programa do Terça Livre, o deputado estadual Frederico D’avila (PSL-SP), que é produtor rural e tem como principal norte de seu mandato a defesa da causa agrícola, explicou que a porção que a agropecuária usa do território brasileiro é ínfima perto da porção preservada, que é 67,7% do território original nacional. 

“É inviável economicamente, um agricultor ou pecuarista derrubar mato de proporções amazônicas, para plantar soja ou criar boi. O custo de abertura de uma área desta, é absurdamente alto, tanto que, na época da colonização da região amazônica e do centro-oeste, a premissa básica era você abrir a área, porque era muito caro. Ninguém vai sair do Sul ou do Sudeste, pra ir pro Norte, pra abrir área de mata pesada para criar gado ou plantar soja, porque para se pagar, demoraria entre 25 e 28 anos”. 

Agrotóxico 

O deputado também falou sobre o uso de defensivos agrícolas, os populares “agrotóxicos”, que colocam o produtor rural como o vilão da alimentação dos brasileiros. 

A recente polêmica quanto à relação de glifosato com o câncer, fez com que a empresa Monsanto, da gigante Bayer,  fosse condenada em três processos nos EUA. Os pedidos de indenização somam US$ 172 mil (R$ 653 milhões).

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“Glifosato, nada mais é que um sal à base de sódio ou de potássio”, diz deputado.

D’avila explica que o sal de glifosato, nada mais é que um sal à base de sódio ou de potássio.

“O potássio e o sódio são elementos que existem na natureza, assim como nós consumimos todo dia nos nossos alimentos o cloreto de sódio, que é o sal de cozinha”, disse. “Nada diferente do sal de cozinha é o sal de potássio e o sal de sódio, que é o famoso glifosato. Ele não se transloca para os frutos. Só anda no tecido folicular das plantas e nas raízes. Mesmo que entrasse, seria uma apenas dose elevada de potássio ou de sódio”, explica ainda.

O parlamentar conta que existiram sim agrotóxicos, mas na década de 50 a 60 e até em meados de 70, que eram produtos principalmente inseticidas e matavam todo tipo de inseto. 

“O que acontece hoje: você tem os defensivos agrícolas, que nada mais são que moléculas específicas para determinadas pragas, ou seja, elas selecionam, dentro do universo de fauna de insetos, aquele inseto que é preciso ser combatido. Foi descoberto ao longo do tempo pela ciência, que existem inimigos naturais na natureza que contribuem para acabar com certas pragas”. 

Ele continua: “As mesmas moléculas que são utilizadas na Europa, nos Eua, Japão, Holanda, Austrália, África do Sul, enfim, são as moléculas que nós usamos aqui no Brasil, fabricadas pelas empresas de defensivos. Essa história de que foi “banido” é tudo conversa, são produtos que caíram em desuso justamente porque viraram produtos atrasados”.

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“Nós nunca tivemos um ministro do Meio Ambiente que não estivesse alinhado com as pautas internacionais esquerdistas que querem manter o povo brasileiro na miséria, na pobreza, sob o manto da defesa do meio ambiente”. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Frederico D’avila sustenta que o sistema ambiental brasileiro veio “desmontado” desde a concepção do Ministério do Meio Ambiente. 

“[O ministério] Foi aparelhado por socialistas ideólogos, desde sua concepção em 1992. Nós nunca tivemos um ministro do Meio Ambiente que não estivesse alinhado com as pautas internacionais esquerdistas que querem manter o povo brasileiro na miséria, na pobreza, sob o manto da defesa do meio ambiente”, salientou. “O ministro vem se mostrando, além de corajoso, muito correto e perspicaz no sentido de mostrar que essas pessoas estão fabricando uma mentira que nós paramos de engolir enquanto nação”, conclui. 

Assista à entrevista:

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