Ricardo Salles retira verba de globalistas

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Nesta sexta-feira (3/5), o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, respondeu a matéria “Governo descumpre prazo e trava 86% do orçamento para enfrentar a mudança climática”, do G1. Segundo a matéria, o orçamento do governo federal sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro em janeiro, prevê o investimento de R$ 415 milhões para o país se adaptar aos efeitos da mudança climática.


No tweet, o ministro ressalta que em vez de financiar palestras, seminários e “estudos científicos” dos mesmos de sempre, o ministério destinará os recursos para acabar com os lixões no Brasil. “Isso sim é atuar contra as mudanças climáticas e defender o meio ambiente e qualidade de vida das pessoas.“, afirmou o ministro.

Ao invés de financiar palestras, seminários e “estudos científicos” dos mesmos de sempre, vamos destinar os recursos para acabar com os lixões no Brasil. Isso sim é atuar contra as mudanças climáticas e defender o meio ambiente e qualidade de vida das pessoas. pic.twitter.com/Qg5wDc8FB3

— Ricardo Salles MMA (@rsallesmma) May 3, 2019

Exclusividade: ministro fala ao Terça Livre

Nesta segunda-feira (6/4), o ministro concedeu ao Terça Livre, com exclusividade, detalhes sobre a prioridade da pasta.

O ministério do Meio Ambiente entendeu que a prioridade para o país é a agenda de qualidade ambiental urbana, essa agenda de qualidade ambiental urbana envolve vários temas, dentre eles o saneamento, o combate aos lixões, a melhoria na qualidade do ar, o combate ao lixo no mar, também a descontaminação de áreas e a revegetação, aumento de áreas verdes dentro de áreas urbanas.

Nós entendemos que esses pontos são os pontos que estão muito ruins no meio ambiente do país, ao contrário do que dizem, o nosso problema não está no campo, portanto nas cidades e é isso que nós vamos fazer tornando inclusive os investimentos em apoio bastante concreto pros municípios e também para aquelas entidades que estão envolvidas nesses temas prioritários ligados a agenda do ministério.“, informou o ministro.

Ministro apresenta prioridades da pasta à Comissão de Meio Ambiente

Ao apresentar as prioridades da pasta à Comissão de Meio Ambiente do Senado, em março, o ministro Ricardo Salles destacou a agenda ambiental urbana, manifestando preocupar-se com saneamento, resíduos sólidos e qualidade do ar.

Iniciativas do ministério

O Programa Nacional Lixão Zero lançado em abril, é uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente que visa atender à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), com o objetivo de eliminar os lixões existentes no país e apoiar os municípios em soluções mais adequadas de destinação final dos resíduos sólidos, como os aterros sanitários.

O programa é dividido em cinco partes.

  • Na primeira, faz um diagnóstico do problema dos resíduos sólidos no Brasil.
  • Na segunda, apresenta a situação desejada relativa à gestão integrada dos resíduos.
  • Na terceira, cita indicadores para auxiliar o monitoramento dos avanços relativos à implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos.
  • Na quarta, o programa destaca os eixos de implementação para a concretização da situação desejada.
  • Na quinta e última seção, é apresentado o plano de ação com as medidas prioritárias e detalhadas para enfrentamento da realidade dos resíduos sólidos urbanos no país.

Para cada ação, são apresentadas as justificativas, os objetivos, os indicadores, o orçamento, o prazo de conclusão e os responsáveis pela execução dos trabalhos.

O Plano de Combate ao Lixo no Mar, lançado em março deste ano pelo ministério do Meio Ambiente, apresenta seis eixos de implementação e está dividido em 30 ações de curto, médio e longo prazo, com ênfase em soluções pragmáticas e concretas que contribuam para a melhoria da qualidade ambiental no curto prazo.

  1. resposta imediata;
  2. gestão de resíduos sólidos;
  3. pesquisa e inovação tecnológica;
  4. instrumentos de incentivo e pactos setoriais;
  5. normatização e diretrizes;
  6. educação e comunicação.

Entre as ações, estão previstos projeto piloto para instalação de dispositivos de retenção, como redes coletoras em galerias pluviais e barreiras flutuantes em rios e afluentes; mutirões para a limpeza de praias e mangues; estímulo à coleta seletiva e logística reversa nos municípios costeiros; fomento a projetos de inovação tecnológica para aproveitamento do plástico recolhido do ambiente marinho.

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