Recebeu foto do massacre em Suzano por WhatsApp? Não repasse, denuncie

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Não bastasse a tragédia que foi o atentado à Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP), quando dois atiradores mataram cinco alunos e cometeram suicídio em seguida, poucas horas depois do massacre imagens dos corpos começaram a circular pelos grupos de WhatsApp e outras redes sociais.

Se você recebeu alguma fotos e vídeos do crime, não compartilhe. Denuncie.

Compartilhar esse tipo de conteúdo pode ser enquadrado como crime. O artigo 212 do Código Penal diz que vilipendiar (ou seja tratar como indigno, ou rebaixar) um corpo pode trazer pena de um a três anos de reclusão e multa.

Todas as plataformas possuem um botão sinalizador de conteúdo indevido. Quando você reporta o conteúdo, ele é enviado para um time de análise das redes para verificação e, se souber, exclusão.

  • No Facebook, aparece quando você clica nos três pontinhos no canto superior direito da publicação.
    Selecione “Dar Feedback sobre essa publicação” > “Violência”> Enviar
  • No Twitter, clique na seta (também na parte superior direita, do tweet)
    Selecione “Denunciar Tweet” > “Mostra Imagem Sensível ou imprópria”
  • No WhatsApp, esse tipo de denúncia é mais incomum, mas existe.
    Abra sua conversa > Clique no nome (ou número do contato na parte superior do chat) > Desça toda a tela e selecione “Denunciar Contato” > “Denunciar”. O recurso funciona tanto em conversas particulares quanto em grupos – e pode acarretar no banimento do usuário envolvido com a divulgação das imagens.

Fora do âmbito penal, a ciência também está do lado da denúncia. Um estudo de 2017, da Universidade do Alabama (EUA) chegou a conclusão que divulgação de conteúdos relacionados a tiroteios em escolas aumenta a probabilidade de outro evento semelhante acontecer.

Os pesquisadores afirmam que muitos desses crimes ocorrem quando os atiradores procuram fama, mesmo após a morte. Por esse motivo, imagens e nomes devem ser evitados a todo custo.