Polícia Militar prende narcotraficante na rota do crime

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Policiais militares do do 3° Batalhão de Polícia Rodoviária, prenderam um narcotraficante em Andradina, interior do estado de São Paulo. Ele conduzia um veículo FIAT Strada e foi parado durante fiscalização de rodovia. O elemento ficou extremamente nervoso e começou a dar respostas desconexas.


Durante a busca veicular os policiais encontraram um fundo falso com diversos tabletes de maconha. Indagado, o traficante afirmou que pegou o veículo já carregado em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, e que o conduzia a Viçosa, em Minas Gerais, e que pelo transporte receberia R$ 5.000,00. A prisão foi efetuada na segunda-feira (10/6), ele foi conduzido ao Distrito Policial, onde permaneceu a disposição da Justiça.

Andradina está a 627 km da capital, aproximadamente 6 horas e 22 minutos de viagem. Trata-se de uma cidade relativamente pequena, com aproximadamente 960 km², com 55 mil habitantes, segundo censo realizado em 2010 pelo IBGE.

Geralmente a cocaína vem da Bolívia e a maconha do Paraguai. Ambos países fazem divisa com o estado do Mato Grosso do Sul, e é comum encontrar drogas sendo transportadas por veículos nas estradas do estado.

Neste caso é perfeitamente dedutível que a origem da droga seja o Paraguai, uma vez que Ponta Porã (MS) faz divisa com o país. É uma cidade de aproximadamente 13.000 km² com 91 mil habitantes, segundo as estatísticas do IBGE de 2018, que fica bem distante da capital do estado, a 324 km de Campo Grande, e tem com prefeito Hélio Peluffo Filho (PSDB).

De Ponta Porã (MS) à Andradina (SP), são pouco mais de 600 quilômetros durante no mínimo 7 horas e meia de viagem. O traficante já tinha percorrido essa distância com o carro cheio de droga.

Viçosa em Minas Gerais, é por sua vez uma cidade de pelo menos 78 mil habitantes, segundo divulgação do IBGE em 2018, e área de 299 km², que fica no mínimo a 3 horas e meia da capital mineira, Belo Horizonte, a uma distância de pouco mais de 220 quilômetros, e tem como prefeito Ângelo Chequer (PSDB).

A distância que faltava para o traficante percorrer era de pelo menos 1.141 quilômetros.

O que se pode saber é que o tráfico de drogas paga R$ 5.000,00 por uma viagem para transporte de entorpecentes, com pelo menos 1.700 quilômetros, o que implica dizer que a venda das drogas que o fundo falso de um veículo FIAT Strada comporta, resulta em mais de 5 mil reais. Traficante pode ser muita coisa, mas sabe fazer conta de adição e subtração, não joga pra perder e muito menos se arrisca pra ganhar pouco, o que mais uma vez, implica em deduzir que o lucro da venda da maconha seria muito superior ao valor do transporte, no mínimo duas vezes, suponho.

Leve em consideração ainda que a placa do veículo é de Murié (MG), que fica a apenas 32 quilômetros do Rio de Janeiro.

O traficante afirmou ter assumido a condução do carro em Ponta Porã (MS). Isto implica dizer que, se ele estiver falando a verdade, o Fiat teria sido levado à cidade que faz divisa com o Paraguai por algum terceiro, em outras palavras, tratar-se-ia de um grupo criminoso agindo, e não apenas de um único indivíduo.

Se por outro lado estiver mentindo, pode significar que o veículo saiu de Murié (MG), foi até Ponta Porã (MS), e voltou com destino à Viçosa (MG), passando por Andradina (SP), o que faria a viagem custar para o tráfico, no mínimo o dobro do que o traficante informou.

A distância entre Murié (MG) e Viçosa (MG), é de apenas 88 quilômetros, uma hora e meia de viagem no máximo. Isto também nos diz que, ainda que o veículo seja fruto de roubo na cidade de Murié para ser usado pelo tráfico, dificilmente não se trataria de um grande grupo criminoso.

Você consegue imaginar, um fundo falso de carro, valer mais de 10 mil reais? É com isso, que a Polícia Militar está lidando, este tipo de crime, que a instituição está combatendo.

 * Fonte: Polícia Militar

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