Pesquisadores sequenciam genoma completo de 2 cepas do novo coronavírus

Barcelona (Espanha), 31 mar (EFE).- Os pesquisadores de um hospital de Barcelona, na Espanha, conseguiram sequenciar o genoma completo de duas cepas do novo coronavírus de dois diferentes pacientes, o que permitirá a comparação de sequências entre diferentes populações e países.De acordo com a unidade de saúde, o que deveria ser um projeto de um…

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Barcelona (Espanha), 31 mar (EFE).- Os pesquisadores de um hospital de Barcelona, na Espanha, conseguiram sequenciar o genoma completo de duas cepas do novo coronavírus de dois diferentes pacientes, o que permitirá a comparação de sequências entre diferentes populações e países.

De acordo com a unidade de saúde, o que deveria ser um projeto de um ano de duração se transformou em uma corrida contra o relógio, para deter a pandemia. Em 15 dias, o Instituto de Investigação de Doenças Hepáticas e a Unidade de Vírus Respiratórios do Serviço de Microbiologia do Hospital del Vall d’Hebron realizaram a sequenciação.

A partir de agora, as informações estão em uma base de dados internacional, de acesso livre, junto com outras já coletadas sobre o novo coronavírus, e outros patógenos causadores de gripes e síndromes respiratórias, além de dados epidemiológicos e clínicos.

Segundo Tomàs Pumarola, chefe do Serviço de Microbiologia do Hospital del Vall d’Hebron, a partir do que foi obtido na sequenciação, é possível entender porque alguns pacientes respondem melhor ou pior à infecção, se é possível saber individualmente como o SARS-CoV-2, está afetando o desenvolvimento da doença provocada.

“Do ponto de vista epidemiológico, permite comparar as sequências entre diferentes populações e países do mundo, para ver como o vírus vai mudando a medida que se propaga. É um conhecimento útil para prever o que pode acontecer nos próximos anos e como atuar”, explicou Pumarola.

Além disso, de acordo com o pesquisador, o genoma completo do novo coronavírus abre a porta para vários estudos, inclusive, de evolução e também para uma posterior imunização.

“Podemos ver quais são as zonas do vírus que quase nunca mudam, por isso, seriam os melhores alvos para a concepção de vacinas e antivirais de ação direta”, concluiu.

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