Perfume genderless: a tendência das fragrâncias unissex que conquistam o mundo

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O mercado da perfumaria cresceu 12% no último ano. Com presença de centros criativos em 14 países, a Robertet do Brasil fechou o primeiro trimestre de 2017 com crescimento de 43% em relação ao mesmo período de 2016. A América do Sul representa 10% das vendas do grupo francês, sendo o Brasil responsável por maior representatividade, se consagrando como o principal país no cenário de crescimento da região. O consumo de cosméticos e perfumes e a diversidade cultural tornam o país atrativo comercialmente.

E as mudanças comportamentais refletem nestes números. A perfumaria, em constante transformação, acompanha o consumidor.Principalmente as mudanças das gerações, muitos momentos marcantes da história são também protagonizados por icônicos perfumes.

AS sensações foram o ponto alto dos anos 80 no mercado da perfumaria e cosméticos. A queda do muro de Berlim ecoou a desintegração de várias ideologias. Homens e mulheres competiam para alcançar o sucesso profissional. As fragrâncias masculinas exaltavam corpos que confrontavam elementos naturais, como em Obsession de Calvin Klein. Por outro lado, as mulheres usavam perfumes fortes para endossar o sucesso profissional. Notas frutais surgiram nos EUA adicionando novos twists para homens e mulheres.

Nos anos 90, houve uma reação aos excessos da década anterior, o materialismo já era passado, homens e mulheres buscavam elementos puros. Eles compartilhavam fragrâncias que refletiam um novo frescor como CK One de Calvin Klein. A Guerra do Golfo e a AIDS trouxeram medo e preocupação. A Internet se expandia tocando vários aspectos das nossas vidas. Certos perfumes contemplavam memórias de infância, com cheiros cremosos, doces de baunilha, caramelo e leite. Os homens abriram suas emoções para seduzir com cheiros frescos, mar, flores e plantas.

Desde então, a tecnologia invadiu nossa vida. As pessoas se aproximam cada vez mais nas grandes redes sociais. A superficialidade e plasticidade faz parte do nosso cotidiano, desafiando nossos antigos princípios. Há uma certa sensação de desconforto. Os perfumes possuem conceitos paradoxais, onde ter é mais ou menos é mais. A sensação de segurança é buscada nos dois aspectos. Nada mais precisa ser proibido, tudo é permitido! Multiplicidade de gêneros desafiam os direcionamentos onde muitas marcas apostam em perfumes unissex sem ao menos comunicar, a decisão é de quem escolhe, diz Cynthia Crespo – Gerente da Divisão de Fragrâncias da casa Francesa Robertet.

Esta possibilidade abre um mundo de novas oportunidades, no Brasil, o mercado também segue esta tendência com grandes marcas preocupadas em alinhar seus posicionamentos para alcançar esta evolução da geração. Nós estamos antenados com este novo público e com o radar atento para entender estes anseios e criar cheiros que contemplem este universo, diz Cynthia, acrescentando que tem em seu portfólio grandes criações de marcas de nicho que já entenderam esta evolução.

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Website: https://www.robertet.com/