Os jogos que o Adrenaline mais gostou de ver na E3 2019!

0
60
os-jogos-que-o-adrenaline-mais-gostou-de-ver-na-e3-2019!

Mais uma deliciosa E3 chega ao fim. Dentre a chuva de games que são apresentados todo ano, sempre tem aquele que “pega no coração” de cada jogador e se torna sua maior expectativa para os próximos meses (ou anos). Nessa coluna cada bravo participante da nossa cobertura da E3 2019 vai comentar sobre o game que mais gostou de ver no evento e está mais aguardando!

Cyberpunk 2077

Mateus Mognon (@supermognon)

Apesar de nem todo mundo ter ficado entusiasmado com a E3 2019, considero o evento deste ano um dos mais importantes para a indústria. Além de recebermos um gostinho do futuro dos games com o Scarlett e ver a ascensão do streaming, finalmente temos uma data de lançamento para Cyberpunk 2077, e ninguém menos que Keanu Reeves nos contou isso.

O primeiro teaser do jogo saiu em 2013, quando a CD Projekt Red ainda era um estúdio meio underground da Polônia, o bem sucedido The Witcher 3 não era uma realidade e nem mesmo os consoles da atual geração estavam no mercado. Mais do que encher minha mente de expectativas, a chegada desse juggernaut do entretenimento no ano que vem é muito simbólica e serve como excelente um ponto final para a era PS4 e Xbox One. Sabe aquele “coming when it’s ready” que aparecia nas antigas prévias do game? Nós estamos vivendo nele, galera.


Doom Eternal

Thiago Santana (@alive75)

Doom Eternal é mais Doom. Entre o familiar e o novo, o que costuma brilhar em eventos como a E3 é sempre o desconhecido e inesperado. As velhas surpresas (Phantasy Star Online 2 e Seiken Desentsu 3 no Ocidente), as já aguardadas (Final Fantasy VII Remake e Cyberpunk 2077), ou até as idéias frescas (GhostWire Tokyo e Gods & Monsters) que povoam a nossa mente com possibilidades. Mas o já conhecido e experimentado pode trazer aquela vontade incontrolável de “quero mais”. Os trailers e gameplays de Doom Eternal mostram a mesma ação frenética ultra violenta vista em Doom 2016, a necessidade constante de ir atrás do próximo demônio para exterminar, não pelo simples prazer da sanguinolência, mas para se manter vivo. Novos elementos foram adicionados: power ups, encontros opcionais, um lança chamas que faz os inimigos explodirem num chafariz de armaduras e um gancho retrátil na escopeta. São novas engrenagens na viciante máquina que é esse Doom moderno e a sua verdadeira razão de ser: o quebra-cabeça que é cada arena de combate. Cada vez que você entra num novo ambiente, o rítmo da música aumenta e os inimigos começam a aparatar, é um convite para um fluxo mental que une ação e reação. Não basta se esconder atrás de uma parede e mirar na cabeça dos inimigos. É preciso mover-se constantemente para não morrer, buscando recursos (vida, armadura, munição) no mapa ou aniquilando demônios com Glory Kills, trocando de armas constantemente para aproveitar fraquezas. Doom é uma partida de Tetris que começa com a velocidade no nível 100. Dashs no ar, o gancho da escopeta e 1 ups (uma vida extra, permitindo você voltar de onde morreu, sem ter que recarregar o checkpoint), só aumentam essa velocidade.

Nessa E3 a id Software conseguiu mostrar que o jogo ainda segue esses parâmetros, mesmo que ainda haja incógnitas. A história pode se levar a sério demais, buscando explicações “bem fundamentadas” para coisas que ninguém pediu (importa realmente o passado do Doom Slayer?), em detrimento da comédia absurdista que espreitava nos cantos do reboot de 2016. O multiplayer assimétrico que foi mostrado já parece um avanço em relação à opção sem sal que havia no jogo anterior,  mas a sua longevidade só vai aparecer quando tivermos gente jogando. Ainda assim, fiquei empolgado. Tive que reinstalar Doom 2016 pra me saciar até o dia 22 de novembro


Watch Dogs Legion

Carlos Estrella (@carlosfestrella)

Não consigo pensar em outro jogo que me empolgou mais nessa E3 2019 do que Watch Dogs Legion. Eu sou um grande fã de jogos nesse estilo, o que me fez ficar bem interessado nos primeiros dois jogos da franquia. Infelizmente, por um motivo ou por outro, eles acabaram não entregando suas promessas – mas até que o segundo é bem legalzinho, recomendo jogar.

Agora, conforme vai se aproximando o final da geração, parece que a Ubisoft finalmente tem todas as ferramentas para criar um jogo realmente especial. A começar pela direção de Clint Hocking, o mesmo responsável por Far Cry 2, que segue tendo ideias bastante inovadoras. É algo que aparece claramente na ideia de você poder controlar qualquer personagem que você ver na rua, com todos tendo as suas próprias histórias e atributos. Isso é uma grande inovação e que, se for bem feita, realmente pode resultar num jogo memorável.

Eu também adoro a ambientação de Londres e há tempos defendo que mais jogos deveriam se passar na cidade. Para completar, uma posição política forte sobre o Brexit fecharia com chave de ouro essa receita de sucesso. Veremos se o estúdio vai acertar a mão dessa vez.


Astral Chain

João GAN (@joao_gan)

Quem acompanha as lives do Adrenaline e minhas redes sociais sabe como estou empolgado com Astral Chain. Teve muita coisa boa durante o evento e diversos games me empolgaram, mas este certamente é o que mais “conversou comigo” de uma maneira direta. Cada jogador tem expectativas pessoais sobre seus games e o que esperam deles, e isso que vai determinar o que cada pessoa gosta. Na minha lista, um item que certamente aparece entre os top 3 é inovação, ou novas mecânicas. 

Astral Chain mostra um mundo aberto futurista alternativo com estética de anime, uma mecânica de combate diferenciada que vai envolver o controle de dois personagens ao mesmo tempo, além de trocas rápidas de equipamento e itens, e tudo isso coroado pelo selo de qualidade hack’n’slash Platinum Games, que vai me garantir combates intensos, difíceis e muito satisfatórios. Criação de personagens, missões paralelas e aquelas coisas non-sense de jogos japoneses que podem fazer o jogador rir do absurdo e ficar impressionado por momentos épicos, tudo ao mesmo tempo. Fica a torcida pra um dia sair no PC também.