O dilema: Bolsonaro e a próxima indicação para a PGR

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O presidente Jair Bolsonaro disse que a indicação para o comando da Procuradoria-Geral da República (PGR) será divulgada até sexta-feira (16).


Conforme declarações dadas pelo presidente e também pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro (com quem Bolsonaro também tem se aconselhado para a indicação), cinco nomes já estariam na lista dos indicados ao cargo.

A escolha do próximo Procurador Geral da República é de extrema importância, sobretudo no que se refere às nomeações que o PGR fará em cargos estratégicos.

Dentre as atribuições do cargo, está a de indicar o Procurador Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), órgão incumbido da defesa dos direitos humanos e minorias.

Atualmente, a atual PFDC é Débora Duprat, nomeada pelo ex-procurador Rodrigo Janot para mandato de 2 anos, que foi reconduzido pela atual PGR, Raquel Dodge.

Para relembrar, Débora Duprat  é a procuradora que assina notas de apoio a Glenn Greenwald e contra a Lava Jato, interfere em nomeações do Governo, tais como na nomeação do Procurador Ailton Benedito para a Comissão dos Mortos e Desaparecidos. É a procuradora que disse que as crianças pertencem ao Estado e não às famílias.

Além do PFDC, o Subprocurador Geral Eleitoral também é um cargo determinante. Na gestão de Janot, o cargo era ocupado por Eugênio Aragão, petista e contra a Lava Jato, ele foi nomeado pela Presidente Dilma como Ministro da Justiça.

O vice-procurador geral da República, também é estrategicamente relevante. Atualmente, o vice é o subprocurador geral Eleitoral Luciano Maia, que demonstrou solidariedade ao ex Presidente Lula. Em evento recente no Vaticano, o número dois do Ministério Público Federal disse que a prisão do petista causa “grande dor” ao País e a eleição de Bolsonaro traz “medo de retrocesso político para regimes militares”.

O cargo de vice-procurador geral na época de Janot, era ocupado pela Procuradora Ella Wiecko, que foi flagrada em manifesto em Portugal apoiando o lema “FORA TEMER”. Uma ex-procuradora eleitoral, Sandra Cureau, posiciona-se fortemente contra o presidente Jair Bolsonaro em suas redes sociais.

O presidente Jair Bolsonaro  tem em mãos a missão de dar um bom nome à PGR, já que consequentemente, o cargo implica na decisão de nomes para os cargos estratégicos citados acima.

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