“Não quero dar ideia de investigação pra PF”, diz pesquisadora de Harvard no caso The Intercept

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Em resposta a um tweet do jornalista do Estadão, Pedro Doria, a ativista e pesquisadora Yasodara (Yaso) Córdova disse que não quer “dar ideia de investigação para a Polícia Federal”.

O post debatia se as informações utilizadas na matéria do The Intercept, site que divulgou conversas entre o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, da força-tarefa da Lava-Jato, foram obtidas por vazamento ou pela ação de um hacker.

“Hoje tem uma quantidade imensa de gente argumentando, na minha TL, que não há hacker, mas um vazamento.

Como alguém, além de Dallagnol e Moro, teriam acesso às conversas entre os dois para vazar é um mistério.

O ‘hacker não existe’ é a versão 2019 do ‘a facada não aconteceu’”, tweetou o jornalista.

Yasodara então pediu para Pedro a chamasse de maneira privada, para que ela pudesse explicar porquê a ação seria vazamento e não hacking.

Alguns internautas começaram a pedir para que a ativista explicasse a situação também a eles. “Não que não quero dar ideia de investigação pra PF”, replicou Yaso. “Vem me convencer que os caras que ‘não conseguiriam’ achar quem mandava ‘mensagem ddos’ vía Zap nas eleições achou rastros de um grupo sofisticado de hackers?”, continuou.

O DDoS (Distributed Denial of Service) é uma derivação de DoS (Denial of Service, ou Negação de Serviço, do português) com diversos atacantes (como computadores ou servidores) que distribuem e coordenam os ataques em um alvo, sobrecarregando todo sistema, e deixando-o fora do ar.

Em um Tweet em sua conta, Yaso demonstra que acha que o hacking seria, na verdade, uma “fanfic”:

“Quem tá escrevendo o fanfic do hacker possivelmente era fã de chaves, os trapalhões e os três patetas?
@NetflixBrasil chegou a hora de fazer essa série “hackers, outrossim, Hue”

Diante disso, é impossível não se questionar: Por quê alguém com possibilidade de colaborar com as investigações da Polícia Federal estaria tentando esconder informações que podem levar ao “autor” dos ataques? Quais seriam estas informações? Como Yaso poderia ter tanta certeza e provar que os ataques não partiram de um hacker?

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