MEC paga dívida de R$ 1,8 milhão em contas atrasadas de energia após UFMT ficar sem luz

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A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) teve a energia elétrica cortada ontem (16) por falta de pagamento de contas. O corte ocorreu por volta das 11h e os cinco campi ficaram completamente sem luz: Cuiabá, Rondonópolis, Barra do Garças, Pontal do Araguaia e Sinop.


O Ministro Abraham Weintraub disse que tomou conhecimento da situação na última quinta-feira (11) e chamou a reitora, Myrian Serra, ao ministério. Na sexta (12) ele autorizou o repasse de R$ 4,5 milhões para que a reitoria da UFMT, nomeada há três anos, quitasse a dívida. Os valores, herdados no governo anterior, correspondem ao montante de R$ 1,8 milhão, segundo o MEC.

Em entrevista ao G1, o professor Aldir Nestor de Souza, diretor-geral da Associação dos Docentes da UFMT (Adufmat), disse que o corte de energia estaria diretamente ligado com o bloqueio de 30% no orçamento das instituições públicas federais.

“Com o bloqueio, a UFMT ficou impossibilitada de honrar com os compromissos, entre eles a conta de energia”, comentou.  O contingenciamento de 30% foi anunciado em maio e, na época, a reitora da UFMT chegou a dizer que a instituição só teria condições para funcionar até o mês de julho.

Ainda ontem, por volta das 22h, o ministro postou em seu Twitter que a energia havia voltado em todos os campi e, como a reitora estava incomunicável, o MEC atuou diretamente junto à companhia de luz, com colaboração da Diretora e do vice-reitor. “Irei tomar todas as medidas cabíveis para a responsabilização dos envolvidos pela má gestão na UFMT”, salientou Weintraub.

A universidade diz que foi surpreendida com o corte de energia, porque estava negociando com a Energisa, empresa responsável pela distribuição de energia no estado. Uma reunião para resolver o problema estava agendada para quinta-feira (18), de acordo com a UFMT.

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