Jornalista brasileiro que denunciava o narcotráfico é executado a tiros na fronteira de MS

O jornalista Léo Veras foi executado a tiros na noite desta quarta-feira (12) em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia na fronteira com Ponta Porã, a cerca de 323 quilômetros de Campo Grande. Léo Veras era dono do site Porã News, um dos principais jornais policiais da fronteira entre Mato Grosso do Sul e o Paraguai.…

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O jornalista Léo Veras foi executado a tiros na noite desta quarta-feira (12) em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia na fronteira com Ponta Porã, a cerca de 323 quilômetros de Campo Grande.
Léo Veras era dono do site Porã News, um dos principais jornais policiais da fronteira entre Mato Grosso do Sul e o Paraguai.
Segundo o comissário da policia Nacional paraguaia, Rodolfo Nunes, o jornalista estava jantando com a família em uma residência quando três homens encapuzados invadiram o local e alvejaram a vítima.
O trio fugiu do endereço em um veículo Jeep modelo Cherokee, branco. O tiros seriam de pistola calibre 9 milímetros.
De acordo com o site Campo Grande News, Léo Veras já havia denunciado à polícia as ameaças de morte que teria sofrido devido ao seu trabalho cobrindo investigações e o narcotráfico na fronteira de Mato Grosso do Sul.
Segundo o Sindicato dos Jornalistas do Paraguai, Veras foi o 19º jornalista executado no país. Em 2013, até a ABI (Associação Brasileira de Imprensa) repercutiu denúncias do profissional.
À época, Léo Veras recebeu em seu celular mensagens de texto que diziam que ele era o primeiro de um “lista negra” de pessoas que seriam assassinadas na região.
As mensagens seriam uma retaliação contra a publicação de matérias detalhando o trabalho de autoridades que investigam o narcotráfico. Naquele ano, a polícia paraguaia informou que Veras era a quinta pessoa a receber ameaças do mesmo número de celular.
Mais recentemente, conforme o Sindjor-MS (Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul), Veras teria dado um depoimento em reportagem especial da Rede Record sobre a violência na fronteira.
O Sindjor também cobrou uma investigação severa sobre o caso, bem como o sindicato que representa a categoria no Paraguai.
“A dor e a raiva nos invadem novamente diante do décimo nono colega assassinado no nosso país. Vemos que mais uma vez os grupos criminosos tentam apagar a voz dos jornalistas através das balas e da violência, perante a cumplicidade de um estado totalmente dominado pela máfia e pela narcopolítica”, registrou a entidade do país vizinho.
(Com informações do site Campo Grande News)

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