Igreja transformada em ONG secular: Cardeal critica documento do Sínodo da Amazônia

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O Cardeal Walter Brandmüller, historiador da Igreja e co-autor do documento de “dubia”, a famosa carta com questionamentos ao papa Francisco sobre Amoris Laetitia, criticou e pontuou o documento de trabalho lançado pelo Vaticano – Instrumentum Laboris, para o Sínodo da Amazônia. 


Na publicação escrita na língua alemã, o cardeal questiona a necessidade de haver um sínodo na região amazônica:

“Há que se perguntar: o que a ecologia, a economia e a política têm a ver com o mandato e a missão da Igreja? E acima de tudo: que competência profissional e autoridade tem um sínodo eclesial de bispos para emitir declarações nesses campos?”

Brandmüller alerta que as as florestas da região amazônica vêm se declarando como um “locus theologicus”, ou seja, uma fonte especial de revelação divina cercada por “religiões naturais” que se dizem cristãs.  

“Há outro elemento a se levar em conta, que é encontrado em todo o “Instrumentum laboris”: vale dizer, a avaliação muito positiva das religiões naturais, incluindo práticas curativas indígenas e similares, bem como práticas e formas de cultos mítico-religiosos. No contexto do chamado à harmonia com a natureza, fala-se até de diálogo com os espíritos (nº 75)”.

Abolição do celibato e sacerdócio feminino

O cardeal também enfatiza algo que muitos ainda insistem em não ver: a tentativa do Sínodo de implantar a ordenação de homens casados e o sacerdócio feminino, por haver “necessidade de atender às áreas mais remotas” das comunidades amazônicas”, segundo o instrumentum laboris:

“É impossível esconder o fato de que esse “sínodo” visa particularmente implementar dois dos projetos mais ambicionados e que nunca foram implementados até agora: a abolição do celibato e a introdução de um sacerdócio feminino, a começar por mulheres diáconas”.

A Igreja transformada em uma ONG secular

Walter Brandmüller conclui seu documento afirmando que o Sínodo pode violar as verdades reveladas pela fé católica e trazer, como consequência, a autodestruição da Igreja e transformar  o Corpo Místico de Cristo “em uma espécie de ONG secular com um papel ecológico-social-psicológico”.

“Portanto, deve ser dito hoje com força que o “Instrumentum laboris” contradiz o ensinamento vinculante da Igreja em pontos decisivos e, portanto, deve ser qualificado como um documento herético. Dado que mesmo o fato da revelação divina é aqui questionado, ou mal entendido, deve-se também falar, que além disso, é apóstata.”

O documento do cardeal Walter Brandmüller pode ser acessado na íntegra, traduzido pelo Fratres in Unum, clicando aqui. 

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