Glória a Deus no Céu, e paz na terra aos homens de boa vontade

É Natal! Data de júbilo pelo nascimento do Messias, o esperado das Nações. Na humilde gruta de Belém, na companhia protetora de Maria e de José, recebe Ele as primeiras homenagens dos pastores e mais tarde dos Reis Magos, prenúncio de todas aquelas que se multiplicariam por mais de dois mil anos, em todos os…

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É Natal! Data de júbilo pelo nascimento do Messias, o esperado das Nações. Na humilde gruta de Belém, na companhia protetora de Maria e de José, recebe Ele as primeiras homenagens dos pastores e mais tarde dos Reis Magos, prenúncio de todas aquelas que se multiplicariam por mais de dois mil anos, em todos os quadrantes da Terra.

A data tão sagrada na Cristandade é, entretanto, cada vez menos entendida na sua essência espiritual.

Há presentes, há festas, há comemorações, mas a figura central do Natal é cada vez mais apagada e difusa: Jesus Cristo Menino, nascido da Virgem Maria!

O esmaecer-se da essência sagrada e religiosa do Natal vai dando espaço a um ambiente laicizado e de indiferentismo, em meio ao qual se dão, com uma freqüência crescente, os ataques frontais à Igreja e à religião.

Os indivíduos, as famílias, as sociedades, os governantes vão abandonando os ensinamentos de Jesus Cristo, e consagrando costumes e leis contrárias a Seus preceitos.

Foram, aliás, muitos desses fatores que acabaram por suscitar no Brasil um salutar sursaut – como dizem os franceses – um movimento de reação em busca de valores perdidos e espezinhados, seja por minorias ativistas de fundo anti-cristão, seja por legislações de cunho totalitário, seja por intelectuais, artistas, jornalistas e por máquinas de propaganda a serviço de idéias “progressistas” em divórcio com o sentir e o pensar da maioria da população.

Creio firmemente que a restauração plena de um Brasil em continuidade com seu passado cristão – seja ela cultural, social, política e até econômica – só se dará se colocarmos com fundamento de nossas existências, individualmente ou enquanto sociedade, os ensinamentos do Divino Infante, nascido há mais de dois mil anos na Gruta de Belém.

Como forma de estender meus votos de Santo Natal a todos, tenho a alegria de partilhar, à guisa de meditação, alguns trechos de um artigo de Plinio Corrêa de Oliveira, de extrema atualidade, publicado em O Legionário (27.12.1936) sob o título “Glória a Deus no Céu, e paz na terra aos homens de boa vontade”:

“Enquanto os Anjos de nossos piedosos presepes ostentam dísticos em que se lê: “Glória a Deus nos Céus, e paz na terra aos homens de boa vontade”, a imprensa diária está cheia de notícias terríveis que destoam tristemente da promessa angélica. (…) Por toda a parte, só encontramos ódio, rancor, perseguição.

E, no entanto, cumpre que não desanimemos. Não seríamos dignos da graça inestimável do Batismo que recebemos se permitíssemos que o pânico se apoderasse de nós. Nem na ordem natural, nem na ordem sobrenatural, há motivos que justifiquem a inércia e o pessimismo.

* * *

O que a Igreja espera, hoje em dia, de seus filhos, é a realização de uma tarefa ao mesmo tempo muito grande e muito simples. Ela quer que todos os católicos (os católicos dignos desse nome, e não a turbamulta dos pagãos que usam rótulo católico), com uma persuasão vigorosa e magnífica, se ergam no tumulto do mundo contemporâneo, proclamando o Cristianismo como seu único Salvador.

Único, dissemos. E insistimos sobre esta palavra.

Erraria crassamente, quem supusesse que o Cristo só veio salvar a humanidade de seu tempo. Em todos os tempos, em todos os países, para todos os povos, em todos os perigos, em todas as dificuldades, apesar de todos os pecados, Cristo é o único Salvador.

* * *

Os países democráticos pensam que podem atingir a prosperidade e a paz por meio de pequenas receitas políticas em que misturam, em doses variáveis, a autoridade e a liberdade. Loucura e ilusão. Se eles não aceitarem as normas sociais e morais da Igreja, se não derem ao catolicismo a influência preponderante a que tem direito, não escaparão à ruína. De reforma em reforma, rolarão para o abismo.

Os países da “direita” pensam que o braço vigoroso de um ditador lhes pode restituir a felicidade. Loucura, ainda, e ilusão. Porque o maior homem do mundo, dotado da mais lúcida inteligência, da mais alta moralidade, da mais vigorosa energia, do mais formidável poder, não conseguiria organizar convenientemente um povo que vivesse entregue à anarquia intelectual e efetiva que, fora da Igreja, é inevitável. Um povo é um conjunto de homens. Um povo disciplinado não pode ser composto de homens anarquizados no mais íntimo do seu ser, como um copo de água pura não pode constar de um conjunto de gotas de água impuras.

Cristo como base da civilização, e as formas do governo como aspectos secundários e acidentais da vida de um povo, eis aí uma das grandes lições do Natal.

* * *

Mas, dirá alguém, Cristo é um Salvador ausente. Eternamente mudo, atrás da cortina de nuvens que o escondem no Céu. Ele não se mostra à humanidade aflita. E esta então corre à busca de outros pastores.

É horrível dizê-lo, mas há entre católicos quem fale assim. Há ainda quem não ouse falar, mas pense assim. E há quem não ouse pensar, mas sinta assim!

Daí o existirem católicos que têm mais esperança na ação da democracia ou das direitas, do que na ação do Cristo. (…) Se Cristo é o Salvador único, a Salvação virá da Igreja.

Trabalhar, lutar, sofrer, rezar, imolar-se ou sacrificar-se alegremente pela Igreja, deve ser o fruto desta meditação de Natal.

Porque todas as causas e todos os ideais devem vir depois da suprema Causa e do supremo ideal da Igreja.

GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS, E PAZ NA TERRA AOS HOMENS DE BOA VONTADE.

Um dos erros mais freqüentes entre católicos consiste em considerar a missão do Salvador como definitivamente encerrada com a sua Ascensão ao Céu.

Em geral, supõe o povo que, tendo subido ao Céu, Jesus Cristo deu por finda a obra redentora para cuja realização veio à terra. E a Vida, Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo é hoje um episódio histórico do passado, tão distante de nós quanto as guerras de Augusto ou a morte de Cleópatra.

Desse erro fundamental decorre outro ainda mais grave…

Enquanto os Anjos proclamam a glória de Deus, os comunistas profanam os restos de seus servos. Enquanto os Anjos almejam “paz na terra aos homens de boa vontade”, a civilização burguesa materialista arma-se para uma hecatombe”.

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