Foxconn deve fechar duas fábricas bilionárias neste ano nos EUA e na China

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A Foxconn está mesmo cortando seus custos. Nesta semana, duas notícias mostram que a fabricante deve desativar pelo menos duas fábricas, uma avaliada em US$ 10 bilhões em Wisconsin, nos Estados Unidos, e outra de US$ 9 bilhões em Cantão, na China. As informações vêm de documentos internos aos quais o site Nikkei teve acesso. Neles, a companhia afirma que cortes se devem por conta de medo de batalhas por mercado e diminuição da demanda de smartphones em todo mundo.

Ela tem motivos para isso. A Apple é o principal cliente da fabricante. No ano passado, a Foxconn teve de mudar seu planejamento do último trimestre por conta de mudanças de demanda da Apple devido ao desempenho de vendas da nova linha de iPhones abaixo do esperado. Junto disso, ainda, a empresa norte-americana teve problema com processos envolvendo a Qualcomm, que baniram o comércio de alguns modelos antigos de iPhones na China. Estas podem ser as batalhas de mercado e diminuição de demanda das quais a Foxconn diz ter medo.

Outro motivo levantado pelo TechCruch seria de que a empresa estaria investindo em mais flexibilidade para as suas produções. O site conversou com Dave Evans, criador de uma startup que vende integração entre fábricas, com a ideia de que você não precisa ter os meios de produção para produzir. Em suma, a proposta é que você faça parcerias e busque utilizar maquinário terceirizado para fabricação. A ideia toda gira em torno de que isso faria com que empresas pudessem ser mais rápidas em responder a problemas tão grandes como os citados. Ou seja, tais fechamentos seriam uma ação mais que natural para a companhia, que busca melhores condições de fabricação.

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A montadora, contudo, ainda não informou quais são seus planos efetivamente. Vale lembrar que a companhia revelou na semana passada a contratação de 50 mil funcionários em fábricas da China, até março deste ano. O informe veio depois que uma nota da Reuters mostrava exatamente o contrário, alegando que a empresa teria demitido a mesma quantidade de funcionários. Segundo a Foxconn, em nota para investidores, tal movimento de contratação e demissão é muito comum nesta época do ano, afastando rumores de crise.

Fonte: TechCrunch, Nikkei

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