Esquerda busca impeachment de Mario Abdo no Paraguai

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A jornalista paraguaia Rocio Villalba, comunicadora independente no programa “Nada que callar“, na Radio UNO, AM 650, concedeu uma entrevista exclusiva ao Terça Livre na noite de terça-feira (24/9) e nos falou sobre a situação sócio-econômica, segurança pública, cultura política e a imagem do governo brasileiro no país dela.

Villalba nos respondeu todas as questões e nos surpreendeu com uma revelação sobre o futuro do mandato do presidente Abdo.

A economia no Paraguai atravessa uma crise

Questionada sobre o andamento da economia do país, a jornalista nos falou da queda expectativa que o Paraguai atravessa: “A situação econômica de nosso país neste último ano foi prejudicada por muitos fatores, em primeiro lugar pelas inundações e desastres naturais que afetaram a colheita de soja, afetando muito a economia“, “entre outros problemas conjunturais da região, agora estamos atravessando um período de retração econômica, estávamos com um prognóstico muito bom que caiu por terra nos últimos meses, neste momento a projeção para o próximo ano é de crescimento de 1%, muito inferior ao ritmo que vinhamos crescendo até o ano passado“.

Segurança pública precisa de solução

Sobre a segurança pública, Rocio lamentou a situação, nos contando que “está devastada, ultimamente a onda de delinquência cresceu de maneira desproporcional chegando ao ponto de haver ocorrido uma fuga de um narcotraficante em um translado“. Ela atribuiu a culpa da ascensão do crime à “incapacidade do Ministério do Interior“, Juan Ernesto Villamayor, autoridade máxima no âmbito da segurança pública, e afirmou que há inclusive um apelo popular de interpelação ao Congresso Nacional, neste sentido.

O espectro político, direita, esquerda e como o povo pensa

Para entender melhor a cultura política do Paraguai, perguntei à Villalba qual seria o panorama eleitoral do país dela, como o povo se divide no espectro político, contando com conservadores, liberais, social democratas e comunistas, e ela foi enfática: “a cultura paraguaia é muito tradicionalista, eminentemente católica“.

Rocio classificou a esquerda no país como “uma minoria ruidosa“, mas que vem crescendo no último ano.

Foro de São Paulo no Paraguai

Indagada sobre o Foro de São Paulo, Rocio me surpreendeu ao afirmar que “a maioria das pessoas está tomando consciência agora do que é o Foro de São Paulo, dez anos atrás ninguém falava a respeito, ninguém entendia o que é, e muito menos o grau de infiltração em nossos países sul americanos e latino americanos“.

A imagem de Bolsonaro no país vizinho

De acordo com a comunicadora, para os setores conservadores o presidente brasileiro é uma referência emergente na região, com uma atitude firme no cumprimento das promessas de campanha e na defesa férrea da soberania, Bolsonaro “é admirado por todos“.

Contudo, como nem tudo são flores, “há sempre os detratores e geralmente são os setores de esquerda, alinhados ao Foro de São Paulo“, diz Villalba.

Mario Abdo cede à agenda globalista e pode sofrer impeachment

Questionei-a acerca das perspectivas de futuro para o Paraguai, dado que estamos findando o mês de setembro e o Congresso entra em recesso no mês de dezembro, e ela respondeu que o presidente paraguaio precisa retomar a linha de seu mandato, porque “a unidade do Partido Colorado, partido do governo, está despedaçada, quebrada em dois movimentos que não encontram consenso, e há falta de cumprimento dos compromissos por parte do presidente Mario Abdo Benítez com um dos lados do partido, isso afeta a governabilidade, é falta de liderança“.

Solucionar esta divisão no partido é um passo necessário para a recuperação econômica e para devolver a paz social na segurança pública, segundo a análise de Rocio.

Se não houver uma retomada das políticas públicas que resolvam principalmente o problema do narcotráfico, as consequências podem ser dramáticas, “estão falando inclusive em um impeachment“.

Villalba ressalta que o problema central da governabilidade do Paraguai é que a presidência governa com a esquerda e despreza a direita, “são quase cinco ministros e secretarias no gabinete de Mario Abdo Benítez“.

O comportamento do presidente estaria, de acordo com ela, suscitando questionamento: “nosso presidente é conservador ou é de esquerda?

Ele se apresenta como um conservador, tradicionalista, defensor da família, mas está cedendo aos planos da agenda globalista“, exclama Villalba e acrescenta detalhes sobre o processo.

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