Entre a vida e a morte, um risco

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Há um ano, o então candidato Jair Messias Bolsonaro quase atravessou os umbrais da Eternidade. Conheceu bem de perto, pelas mãos do criminoso esquerdista Adélio Bispo, a lição de Guimarães Rosa segundo a qual “Viver é muito perigoso!”. Há, pois, um risco, que até hoje o ser humano Bolsonaro enfrenta a cada cirurgia de reparação ou mitigação das sequelas deixadas pela covarde tentativa de assassinato.


Mas esse risco é de vida ou de morte? O perigo mesmo, meu caro leitor, reside naquela mania que, em matéria de idioma, prolifera mais que piolho: há muita opinião e pouca ciência e tradição nos juízos sobre a Língua Portuguesa. Em tempos de redes sociais, com tantos especialistas em tudo, que de repente acordam com a missão divina de nos tirar da escuridão em que estávamos mergulhados, é preciso tomar cuidado para que os achismos, tais quais as lêndeas daquele inseto, não se reproduzam, cresçam e tomem conta do território.

Matéria de Yuri Brandão.

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