Dólar emenda segunda queda e fecha cotado a R$ 5,033; Bolsa dispara 7,5%

O dólar comercial emendou a segunda queda seguida, de 0,96%, mas ainda fechou acima dos R$ 5, cotado a R$ 5,033 na venda. Na véspera, a moeda americana tinha recuado 1,1%.O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, disparou 7,5% e fechou a 74.955,57 pontos. No dia anterior, a alta foi de quase 10%. O valor…

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O dólar comercial emendou a segunda queda seguida, de 0,96%, mas ainda fechou acima dos R$ 5, cotado a R$ 5,033 na venda. Na véspera, a moeda americana tinha recuado 1,1%.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, disparou 7,5% e fechou a 74.955,57 pontos. No dia anterior, a alta foi de quase 10%.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Pacote de estímulo dos EUA

A expectativa de investidores ficou voltada para a aprovação de um pacote econômico de US$ 2 trilhões em ajuda econômica a empresas e cidadãos norte-americanos. Já foi anunciado acordo entre o governo Trump e o Congresso dos EUA para dar passagem ao projeto. Mas ao longo da tarde a demora na aprovação pelo Senado e comentários de parlamentares de lá adicionaram alguma cautela.

O senador Bernie Sanders disse que estava preparado para suspender a votação do pacote no Senado, a menos que um grupo de senadores republicanos abandone suas objeções aos termos quanto aos benefícios aos desempregados no projeto.

Mais estímulo fiscal nos EUA é visto por vezes como um fator positivo ao dólar, mas analistas do Morgan Stanley dizem que desta vez o evento tende a ser negativo para a moeda, o que explica a baixa recente do dólar frente a várias moedas.

“Vemos como negativo ao dólar na medida em que isso ajuda a compensar forças deflacionárias globais e adiciona uma sustentável fonte de liquidez em dólar e demanda importada dos EUA ao sistema global”, disseram estrategistas do banco em nota.

Atenção ao ritmo de contágio

Ainda permanecem dúvidas sobre o efeito total da pandemia nas economias, bem como faltam evidências de melhora no ritmo de contágio do vírus.

“Não está claro quanto tempo esse entusiasmo pode ser sustentado”, afirmaram Chris Hussey e equipe, do banco Goldman Sachs, citando a expectativa de um trimestre que deve ser marcado por forte retração da economia norte-americana.

“Podemos estar à beira da transição da fase de resposta política da crise do coronavírus para a fase dependente de dados —uma etapa que pode ser menos previsível tanto do lado do vírus como do lado econômico”, citaram em nota a clientes.

Analistas da corretora Mirae Asset também observaram que a propagação da doença no mundo continua em evolução, bem como o isolamento de pessoas e países.

“Será importante entender qual o período de segurança entre saúde da população e da economia. Este será o novo desafio do cenário que está se formando e será munição para confrontos na política em diferentes países e aqui não será diferente.”

Atuação do BC no câmbio

No cenário nacional, investidores estavam atentos a reações ao pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre o coronavírus, transmitido em rede nacional na véspera.

O Banco Central voltou a intervir nos mercados nesta sessão com leilão de até US$ 3,3 bilhões para rolagem de linhas de dólares com compromisso de recompra que vencem no próximo dia 2. Na véspera, o BC não realizou leilões de câmbio.

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