Cruzada católica: 40 dias de jejum e oração pelo Sínodo na Amazônia

0
15
cruzada-catolica:-40-dias-de-jejum-e-oracao-pelo-sinodo-na-amazonia

O cardeal Raymond Leo Burke e o Bispo Athanasius Schneider, publicaram na última quinta-feira (12) o documento “A CRUSADE OF PRAYER AND FASTING: TO IMPLORE GOD THAT ERROR AND HERESY DO NOT PERVERT THE COMING SPECIAL ASSEMBLY OF THE SYNOD OF BISHOPS FOR THE PAN-AMAZON” em que pedem aos fieis católicos que façam uma “cruzada” de 40 dias de jejum e oração pelo Sínodo da Amazônia.


A proposta é iniciar a quarentena nesta terça-feira (17) e seguir até 26 de outubro, data que antecede o encerramento do Sínodo.

A orientação é de que todos os dias, os católicos dediquem ao menos uma dezena do rosário e façam jejum uma vez por semana.

As principais intenções pelas quais Burke e Schneider pedem orações são:

  1. Pelo panteísmo implícito no instrumento de trabalho do sínodo. Os dois padres da igreja alertam que o documento promove uma socialização pagã da “Mãe Terra”, expressão baseada na cosmologia das tribos amazônicas, totalmente contrária aos ensinamentos da Igreja;
  2. A concepção das superstições pagãs como sendo fontes de Revelação Divina e “caminhos alternativos” para a salvação, além da ideia de que Deus continua a se comunicar na história através do consciência dos povos e os gritos da natureza;
  3. O Sínodo propõe o diálogo cultural ao invés da evangelização dos povos. O Instrumentum Laboris contém a teoria de que os indígenas já receberam a revelação divina e que a Igreja Católica na Amazônia deveria passar por uma “missão e conversão pastoral ”, em vez de introduzir doutrina e a prática da verdade. O documento diz também que a Igreja deve enriquecer-se com os símbolos e ritos da Igreja.
  4. A ordenação sacramental de homens e mulheres, concedendo direito de que realizem inclusive rituais xamânicos. O Instrumentum Laboris apoia a adaptação dos ministérios católicos aos costumes ancestrais de povos indígenas, concedendo ministérios sacerdotais às mulheres e ordenando homens casados da comunidade, como padres de segunda classe, privados de parte de seus poderes ministeriais, mas capazes de realizarem os rituais xamânicos.
  5. A proposta de uma ecologia integral que rebaixa a dignidade humana, já que o Instrumentum Laboris relativiza a antropologia Cristã (que reconhece a pessoa humana como imagem e semelhança de Deus e, portanto, o pináculo da criação material) e a sintoniza com a visão panteísta, considerando o ser humano um mero elo na ecologia da natureza, colocando o desenvolvimento socioeconômico como uma agressão à “Mãe Terra”;
  6. Um coletivismo tribal que mina a singularidade e a liberdade pessoal de cada um. De acordo com o Instrumentum laboris, existe a proposta de uma “conversão ecológica” integral, que inclui a adoção do modelo social coletivo das tribos indígenas, onde a personalidade e a liberdade individuais são prejudicadas.

O cardeal Burke e Dom Athanasius finalizam o documento com o alerta de que os erros e heresias teológicos que estão implícitos e explícitos no Instrumentum Laboris  são “uma manifestação alarmante da confusão, erro e divisão que assolam a Igreja em nossos dias”.

Eles salientam ainda que NINGUÉM pode se furtar das informações sobre os erros teológicos e às heresias a que a Igreja Católica está sendo exposta com este Sínodo da Amazônico, nem de ajudar a combatê-los por amor à Cristo e à Igreja.

“TODO CATÓLICO, como verdadeiro SOLDADO DE CRISTO, É CHAMADO A SALVAGUARDAR e PROMOVER AS VERDADES DA FÉ e a DISCIPLINA com que essas verdades são HONRADAS NA PRÁTICA, para que a assembléia solene dos Bispos não traía a missão do Sínodo, que é “ajudar o pontífice romano com seus conselhos, para salvaguardar e aumentar a fé e a moral, observando e consolidando a disciplina eclesiástica” (can. 342) […]”, aponta o documento

Sínodo da Amazônia

O encontro foi proposto pelo Papa Francisco. Segundo ele “o objetivo principal é identificar novos caminhos para a evangelização daquela porção do Povo de Deus, especialmente dos indígenas, frequentemente esquecidos e sem perspectivas de um futuro sereno, também por causa da crise da Floresta Amazônica, pulmão de capital importância para nosso planeta”, diz o site da Rede Eclesial Pan-Amazônia, responsável pela elaboração do documento de trabalho.

O Cardeal Walter Brandmüller, historiador da Igreja e co-autor do documento de “dubia”, a famosa carta com questionamentos ao Papa Francisco sobre Amoris Laetitia, também já criticou e o Instrumentum Laboris.

Brandmüller alerta que as as florestas da região amazônica vêm se declarando como um “locus theologicus”, ou seja, uma fonte especial de revelação divina cercada por “religiões naturais” que se dizem cristãs.

Walter Brandmüller alerta que o Sínodo pode violar as verdades reveladas pela fé católica e trazer, como consequência, a autodestruição da Igreja e transformar o Corpo Místico de Cristo “em uma espécie de ONG secular com um papel ecológico-social-psicológico”.

O sínodo será realizado em Roma, entre os dias 6 e 27 de outubro.

- ban livraria2019 - Cruzada católica: 40 dias de jejum e oração pelo Sínodo na Amazônia