Carla Zambelli perdoa Sérgio Moro

A deputada federal Carla Zambelli, informou no perfil oficial dela no Twitter na tarde de sexta-feira (22/5), ter “perdoado” o ex-ministro, ex-juiz e ex-padrinho de casamento dela, Sérgio Moro. O ex-ministro, há pouco tempo divulgou mensagens privadas de conversas com a deputada para justificar decisões pessoais e profissionais dele no processo de afastamento do governo…

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A deputada federal Carla Zambelli, informou no perfil oficial dela no Twitter na tarde de sexta-feira (22/5), ter “perdoado” o ex-ministro, ex-juiz e ex-padrinho de casamento dela, Sérgio Moro.
O ex-ministro, há pouco tempo divulgou mensagens privadas de conversas com a deputada para justificar decisões pessoais e profissionais dele no processo de afastamento do governo Bolsonaro.
“Ao ex-padrinho @SF_Moro, gostaria de agradecer por ter contribuído para a reeleição do nosso PR @jairbolsonaro.
Prezado, o Sr está desculpado.“, tuitou a parlamentar.

Ao ex-padrinho @SF_Moro, gostaria de agradecer por ter contribuído para a reeleição do nosso PR @jairbolsonaro.
Prezado, o Sr está desculpado.
— Carla Zambelli (@CarlaZambelli38) May 22, 2020

Opinião
É óbvio tratar-se de uma ironia por parte da deputada.
Uma ironia justa e necessária: a estratégia política por trás das acusações contra o presidente ficou nítida com a divulgação do vídeo que supostamente conteria as provas cabais dos feitos do mandatário. Simplesmente não havia no vídeo absolutamente nada do esperado e pior (pior para os loucos, claro), reforçou que o presidente é o mesmo homem na frente das câmeras e nos bastidores.
O brasileiro gosta de sinceridade e a reação nas redes sociais foi imediata. Uma esquerda que chorou quentes lágrimas de crocodilo, uma imprensa que desprovida de conteúdo e inconsciente do papel ridículo que desempenhava, resolveu contar os palavrões ditos pelo ser humano indignado que os proferiu.
A divulgação tratou-se finalmente do auge da estratégia, o cume do monte que a esquerda escalava para pegar a bandeira que lhes asseguraria a posse do território: a bandeira não estava lá, mas uma fantasia de circo com um nariz de palhaço.
O picadeiro foi de fazer inveja a Patati e Patatá, o próprio Bozo deve ter dito algo como “por que eu nunca pensei nisso?!“. Satiricamente genial, a ideia da esquerda era sustentar uma narrativa até o limite, crendo que jamais lhes seriam cobradas provas.
Um juiz deve, no mínimo, saber discernir entre prova, evidência, indício e vestígio, ou então que abandone o posto. Foi o que aconteceu.
Zambelli foi usada de início como fonte de evidência: as trocas de mensagens com ela apontariam a possível falcatrua da presidência e por um tempo a imagem do mandatário foi arranhada sim, com a suspeita levantada pelo Iscariotes.
No entanto, o exame do material, quando exposto aos olhos da opinião pública, reverteu a situação de tal forma que até aqueles que se diziam arrependidos do voto voltaram atrás e o público que se identificava como “lavajatista” migrou para o lado do presidente.
Para quem que gostaria da cadeira presidencial sobrou o retorno à carreira pessoal, talvez prestar um concurso para juiz, não sei. Afinal, com a crise do coronavírus, parece que os concursos vão demorar um pouco.
O tiro saiu, óbvia e surpreendentemente, pela culatra, um episódio de Coiote e Papa-léguas não teria feito melhor. Patolino diria: “Você é desprezível!“, com o bico atrás da cabeça, após ser vítima da própria armadilha preparada contra o Pernalonga.
A situação foi irremediavelmente humilhante para os adversários, mas enfim, cada um encontra o destino das ações que empreende, e, soltar essa ironia, era o mínimo que Zambelli poderia fazer.

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