Bancos preferem negociação extrajudicial com a Odebrecht, diz Bradesco

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Os grandes bancos credores da Odebrecht preferem uma negociação extrajudicial com a companhia a deixar que ela peça proteção à Justiça para repactuar dívidas, afirmou o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari.


“Trabalhamos com todos os cenários. A gente procura que seja uma recuperação extrajudicial, para que todos os atores possam sentar na mesa e chegar a um ajuste. Conceder mais prazo, dar uma condição diferenciada para que a empresa possa pagar”, afirmou.

A companhia, em crise desde a Lava Jato, enfrenta dificuldades financeiras. O quadro se agravou com a ameaça da Caixa de executar dívidas da companhia e gerar um efeito cascata capaz de colocá-la em recuperação judicial.

A Odebrecht deve, entre empréstimos e outros instrumentos de financiamento, mais de R$ 20 bilhões aos grandes bancos do país.

“Temos preocupação, lógico, porque é uma empresa importante que tem crédito e ativos em todos os bancos”, afirmou Lazari.

Para ele, porém, todos estão protegidos com reservas para enfrentar as dificuldades empresa.

O executivo afirmou ainda que o caso da Odebrecht é isolado. Na avaliação dele, empresas brasileiras são pouco endividadas.

“Sentimos porque a empresa é fundamental para o país, gera muitos empregos. Pena que tenha uma perda ou uma empresa brasileira vivendo uma situação como essa”, afirmou.

O caso recente da crise da Odebrecht foi disparado pelo pedido de recuperação judicial da Atvos, o braço agrícola da companhia. A Caixa afirmou que pretende executar a dívida que tem da companhia, em uma postura mais agressiva que a dos demais bancos.

A razão seria as garantias mais frágeis da empresa na comparação às dos demais bancos.