Ataque ao site do CNJ expôs milhares de dados de juízes e servidores

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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) confirmou, em comunicado publicado nesta segunda-feira (1º), que o site do órgão foi alvo de um ataque hacker.


De acordo com informações divulgadas pelo conselho, nenhum sistema de informações processuais foi afetado. São citados como exemplos disso o PJe (Processo Judicial Eletrônico), o BNMP (Banco Nacional de Monitoramento de Prisões) e o SEEU (Sistema Eletrônico de Execução Unificado). A Polícia Federal foi acionada para investigar o caso, segundo a Agência Brasil.

O CNJ não confirmou oficialmente se houve vazamento de informações. Mas de acordo com o site especializado em vazamentos “Rogue Medial Labs“, o vazamento completo contém dados pessoais identificáveis de 53.270 pessoas. Devido aos limites do tamanho do arquivo, o hacker só liberou 2.936 para o público –roubado de cerca de 94 bancos de dados do site do CNJ– e manteve o resto para si.

Diz ainda o “Rogue Media Labs” que membros do governo federal, juízes e magistrados estão entre as pessoas afetadas. Dentre as categorias de dados, há nomes completos, nomes de usuários, endereços de correspondência físicos, endereços de email, números de telefone, números de CPF e senhas. Mas nem todas as 2.936 pessoas tiveram todos esses tipos de dados vazados.

O UOL Tecnologia teve acesso ao arquivo de texto com a amostra de dados pessoais de 2.936 pessoas no início da tarde desta terça-feira (2). Até a publicação desta notícia, ele ainda estava online.

O ataque tem caráter “hacktivista”, isto é, com motivações ativistas, já que o arquivo de texto tem na introdução uma frase em indonésio com referências à falta de privacidade a que estará submetida as próximas gerações de pessoas.

No dia 14 de março, o presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, determinou a abertura de inquérito para apurar boatos que tenham a Corte como alvo. Uma semana depois, uma operação da Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão para apurar os ataques. É possível, portanto, que o ataque ao site da CNJ seja uma retaliação à pressão do STF.

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