Apple Watch gera pessimismo entre suíços

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(Stephen Pulvirent/Bloomberg Business)

(SÃO PAULO) – Os executivos das companhias relojoeiras suíças mostram o maior pessimismo em quatro anos, já que uma minoria crescente observa uma ameaça dos relógios inteligentes e o franco suíço forte atinge o setor, mostrou um relatório da Deloitte LLP.

A Deloitte descobriu que 41 por cento dos executivos estavam negativos em relação às perspectivas para os próximos doze meses, ao passo que 14 por cento estavam positivos, segundo o estudo, publicado nesta terça-feira. É a primeira vez que o pessimismo supera o otimismo desde que a empresa de pesquisa de mercado começou a fazer o estudo anual em 2012.

“O setor relojoeiro suíço está em uma encruzilhada”, disse a Deloitte.

As empresas relojoeiras suíças têm tido dificuldades com a contração do mercado chinês desde que o governo desse país começou a desencorajar os gastos ostensivos entre os altos funcionários no final de 2012. A disparada do franco neste ano também afetou a predisposição, pois 69 por cento dos executivos a mencionaram como o maior risco para o setor.

As marcas têm se apressado para adicionar recursos eletrônicos a seus produtos, pois o Apple Watch chegou às lojas suíças em junho. A marca Montblanc, da Cie. Financière Richemont SA, apresentou a “e-Strap”, uma pulseira eletrônica, e a Swatch Group AG e a Mondaine também anunciaram aparelhos inteligentes. A Apple também está tentando dar um toque de luxo a seu relógio inteligente, conforme evidenciado por sua colaboração com a Hermès para fabricar pulseiras para o Apple Watch.

Ameaça competitiva

Outra pesquisa, feita pela Research Now, mostrou que mais de 60 por cento dos consumidores chineses pretendem adquirir um relógio inteligente no ano que vem.

A porcentagem de executivos das empresas relojoeiras que considera que os relógios inteligentes são uma ameaça competitiva cada vez maior subiu de 11 por cento no ano passado para 25 por cento em 2015.

A pesquisa da Deloitte foi realizada com mais de 50 executivos de empresas relojoeiras neste ano. A pesquisa da Research Now foi feita com 3.000 participantes na China, na França, na Itália, no Japão, na Suíça e nos EUA.

Por Corinne Gretler