Alunos contrários à greve na UFSC de Araranguá são intimidados por grupos estudantis

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Após diversas assembleias estudantis que atrapalharam o andamento de aulas regulares nas últimas semanas, os alunos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Araranguá, resolveram aderir a uma greve geral.


Por enquanto, o movimento é organizado apenas pelos estudantes, ou seja, não há posicionamento oficial da instituição de ensino sobre a paralisação.

Segundo o corpo estudantil, a greve tem como motivações  a oposição ao  “corte” de recursos para a educação e a manifestação contrária ao projeto “Future-se”, lançado recentemente pelo Ministério da Educação, para dar mais autonomia às universidades federais.

Uma fonte do Terça Livre que estuda na UFSC, mas que preferiu não se identificar por medo de sofrer represálias dos grupos que querem forçar adesão de alunos à greve, relatou a situação da universidade nos últimos dias.

De acordo com ele, durante o período de assembleias que discutiam a adesão à greve, os alunos foram  intimidados para não assistirem às aulas.

Ele relata que as reuniões eram feitas durante o horário de aula, fazendo com que o movimento ganhasse força e os professores não pudessem lecionar, já que não havia quórum suficiente de alunos em classe.

“Nós, alunos de oposição [à greve] da Universidade Federal de Santa Catrina, estamos acuados com os alunos membros dos Centros Acadêmicos, que estão nos cercando para não frequentarmos as aulas”, contou.

“Nós estamos acuados e com medo de alguma retaliação física e moral. Nos cercam nos corredores, salas de aula, nos restaurantes e em todos os lugares. Querem que nós não frequentemos as aulas,  o que é triste pois não há democracia dentro do Campus Universitário. Há terror e fascismo, esse fascismo que eles mesmos são contra e fingem ser uma democracia”, desabafou.

Nesta quarta-feira (11), o corpo docente e a diretoria da faculdade devem se reunir para discutirem se a faculdade vai ou não aderir oficialmente à greve.

Mini cursos

Como “alternativa” para evitar as aulas e manter a greve, os grupos estudantis promovem palestras e workshops para os alunos. Dente as atividades, estão Yoga, meditação, debates, aulas de dança, etc.

Fotos enviadas ao TL: 

O Terça Livre entrou em contato com a universidade e aguarda retorno.

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