5 coisas que você deve saber sobre má fase da WeWork, a “casa” das startups

Fundada em 2010 em Nova York, a WeWork. é uma das startups mais bombadas da atualidade, recebendo de investidores US$ 12,8 bilhões nos últimos anos. Focada em compartilhamento de escritórios, ou coworking, ela se venderia suas ações na Bolsa em agosto. Desde então, uma sequência caótica mudou os planos da empresa.A WeWork funciona assim: você,…

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Fundada em 2010 em Nova York, a WeWork. é uma das startups mais bombadas da atualidade, recebendo de investidores US$ 12,8 bilhões nos últimos anos. Focada em compartilhamento de escritórios, ou coworking, ela se venderia suas ações na Bolsa em agosto. Desde então, uma sequência caótica mudou os planos da empresa.

A WeWork funciona assim: você, ou sua empresa, paga para usar o espaço e os serviços das unidades da companhia, que são escritórios modernos com a cara das badaladas startups de tecnologia. São 837 escritórios espalhados por 37 países e 125 cidades, tamanho que fez com que a WeWork fosse avaliada em US$ 47 bilhões em janeiro deste ano.

Se estava tão bem, o que deu errado então? Aqui vamos explicar cinco detalhes importantes para entender essa história.

1) Valorização inflada

Depois de anunciar em agosto que abriria o capital, a The We Company, que engloba o WeWork e outros braços empresariais, percebeu que a demanda por suas ações estava baixa. Em paralelo a isso, a pomposa avaliação de US$ 47 bilhões feita no início do ano da perspectiva corporativa não se realizou com as projeções de IPO (oferta pública inicial, da sigla em inglês) ficando entre US$ 15 bilhões e até US$ 10 bilhões.

Com essa discrepância enorme, a empresa, que perdeu US$ 900 milhões nos primeiros seis meses de 2019, retirou seu pedido de abertura de capital na última segunda-feira (30).

2) Saída do badalado CEO

Adam Neumann é o israelense que fundou o WeWork e liderou a expansão da empresa com sua personalidade excêntrica. Para ele, a startup não estava no mercado imobiliário; ela era “um estado de consciência”. No dia 24 de setembro, Neumann renunciou ao cargo de executivo-chefe, argumentando que o “escrutínio” direcionado a ele se tornou uma “distração significativa” e que sua saída do cargo era o melhor para a empresa.

Havia pressão para que ele deixasse a função, inclusive de Masayoshi Son, presidente do SoftBank, empresa japonesa que é a principal investidora da startup. Entre os motivos disso estavam conflitos de interesse entre o enriquecimento pessoal de Neumann e os ganhos da empresa.

Como outros fundadores de empresas icônicas, desde Mark Zuckerberg (Facebook), Larry Page e Sergey Brin (Google) a Travis Kalanick (ex-Uber), Neumann estruturou a empresa de uma forma que ele teria mais poder de decisão que os investidores. Isso ainda é verdade, mas seu poder de 20 votos por ação foi reduzido para 10. Ele ainda tem o controle majoritário, mas sua força diminuiu.

3) Limpeza da casa

Com Adam Neumann fora, os executivos Artie Minson e Sebastian Gunningham passaram a dividir as funções como executivos-chefes e iniciaram uma reestruturação que partiu do topo. Segundo o Axios, 20 executivos sênior que tinham proximidade com Neumann foram demitidos, sendo que um deles merece destaque: Rebekah Neumann, mulher de Adam e até então chefe de marca da empresa.

Mas não será só a elite que sofrerá com a limpeza, pois demissões em massa são esperadas nas próximas semanas.

4) Revendas

A nova gestão não irá remodelar apenas o departamento de funcionários, como revenderá aquisições feitas por Neumann. Entre elas está um jato particular da marca Gulfstream, comprado pelo antigo executivo-chefe por US$ 60 milhões em 2018.

Para fazer caixa, as empresas Conductor, Meetup e Managed by Q, incorporadas pelo WeWork nos últimos dois anos por US$ 500 milhões, também serão negociadas. Outras que estão no balcão de negócios são SpaceIQ e Teem.

5) O que será mantido

Além dos aluguéis de espaços de trabalho, que inspiraram o nome WeWork, a We Company fez apostas em outros segmentos imobiliários partindo da mesma lógica de compartilhamento de espaços. Uma delas é o WeLive, complexos habitacionais comunais já existentes em Nova York e Washington DC. O outro é a WeGrow, um projeto de escolas infantis não-tradicionais, sem salas de aula como conhecemos. Estas iniciativas seguem nos planos da nova gestão.

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